sábado, 29 de agosto de 2009

16.026 votos: ele não pediu? Agora só queremos ver o homem trabalhar!

A mais ou menos umas duas semanas atrás, estive conversando com um conceituado médico de nosso município, que atende pelo SUS e que prefiro não citar o nome. Falava a respeito do seu descontentamento com está administração e isto me lembrou de alguns pontos a respeito do governo do prefeito Evandro Nery. Voltando de onde tudo começou e que deu início há mais 4 anos de sofrimentos nas mãos dos “companheiros”.

Quem não se lembra da música de campanha do prefeito Nery? Música esta que deu o tom à campanha petista nas eleições municipais. A música é de autoria de um pastor evangélico, auxiliar da Igreja Quadrangular. Além da música de campanha, este amigo médico me lembrou de outras coisas e eu mesmo lembrei-me do programa de governo da campanha do PT e do atual prefeito municipal. Resolvi compartilhar com os amigos leitores, aqui da Coluna Falando Francamente, este programa de governo e a tal música de campanha do prefeito Nery. Apreciando atentamente a letra da música hoje, acho que a maioria da população optou pelo “DUVIDOSO”.

O plano de governo foi distribuído gratuitamente na época das eleições pelos companheiros menos esclarecidos, ou seja, militantes comprados. Afinal, época de eleição é uma época bem oportuna para quem está desempregado e quer ganhar um trocadinho extra, independente do lado político que esteja, pois a militância que fazia campanha voluntariamente, se afastou há muito tempo! Bons tempos e companheiros! O vereador Afonso sabe muito bem do que estou falando.

Mas vamos ao plano de governo petista.
A primeira parte do plano de governo trazia basicamente uma carta a todos os sandumonenses e tinha o seguinte título: “CARTA AOS SANDUMONENSES”. Esta carta trazia o seguinte conteúdo:
  • {...} “Caros Sandumonenses, depois do trabalho ao longo destes anos, muito conseguimos realizar atendendo a diversas prioridades de nosso município, principalmente nas áreas de educação, saúde, agropecuária, assistência social, infra-estrutura urbana, esporte e cultura, sempre com honestidade e respeito ao dinheiro público. Sabemos que ainda existem muitos problemas em nossa cidade que precisam ser resolvidos. Não é possível resolver tudo de uma só vez, principalmente em uma cidade com tantas necessidades como a nossa. Graças ao bom relacionamento que temos com o governo federal e estadual, com o apoio do Presidente Lula, do Ministro Luiz Dulci, do governador Aécio Neves e de diversos deputados conseguimos trazer muitos recursos para Santos Dumont. Por isso, queremos renovar nosso compromisso de trabalhar com seriedade e honestidade para continuarmos a resolver estes problemas, concluindo os projetos que iniciamos, ampliando nossas ações e atendendo a outras necessidades do nosso povo. Para isso contamos como o seu voto, na certeza de que a experiência que adquirimos e o conhecimento sobre a prefeitura nos torna mais preparados. Com uma boa equipe, séria, honesta e competente precisamos continuar trabalhando para que Santos Dumont não pare. Portanto, a decisão está em suas mãos. Vale a pena trocar o condutor de um trem que após ter sido recuperado já se encontra em movimento e em plena velocidade e pará-lo para que outro maquinista assuma o controle? Vale a pena trocar um governo que já provou sua honestidade e trabalho por outro que não sabemos como será? Você decide o destino de Santos Dumont e lhe pedimos: “Não troque o certo pelo duvidoso”. Prof. Evandro Nery e Dr. Adalberto{...}”.
Gostaria de fazer alguns comentários não só a está carta, mas em relação a todo plano de governo petista. Nesta oportunidade, estarei me dedicando especificamente a está carta e em outra comentarei outros tópicos do atual plano de governo desta administração municipal que vai ,infelizmente, até 2012. Ou não?

Bom, gostaria de perguntar ao senhor prefeito municipal e ao seu vice-prefeito o que eles tentaram dizer em seu plano de governo quando falaram: “... Sabemos que ainda existem muitos problemas em nossa cidade que precisam ser resolvidos. Não é possível resolver tudo de uma só vez, principalmente em uma cidade com tantas necessidades como a nossa...”

É muito interessante saber que o nosso prefeito e nosso vice-prefeito sabem dos problemas existentes em nosso município, pois na verdade com o salário que lhes é pago, têm a obrigação de saber de todos os problemas existentes em nosso município. Agora pergunto ao senhor Evandro Nery e ao senhor Adalberto Dimas: Por que estes problemas ainda não foram resolvidos?

Poderia citar mais de 1000 problemas em nossa cidade, mas vou apenas destacar dois deles :
  • o caso COLETEC, que por picuinha pessoal do procurador jurídico vem se arrastando há anos na justiça e sempre a Coletec provando que está correta. A atual administração não faz nada para regularizar ou fazer um acordo para que esta situação seja resolvida, isto porque o senhor Frederico Marcos, gerente da Coletec, já falou por inúmeras vezes na imprensa local que está aberto ao diálogo com o executivo para resolver este problema, que vem desfalcando os cofres públicos. Será que vocês realmente têm conhecimento deste grande problema público em nossa cidade? Que por causa dos caprichos do procurador jurídico , o município corre o risco de deixar 50 famílias sem o sagrado pão de cada dia? O pior é que vocês têm conhecimento deste problema e não fazem nada!
  • Outro problema que está crítico em nosso município é a situação da saúde publica que está doente! Temos um secretário de saúde inexperiente, que em quase 5 anos administrando o sistema de saúde conseguiu muito pouco . Graças à belíssima atuação do Conselho Municipal de Saúde, que cobra, fiscaliza e faz que o resto da saúde em nosso município não acabe de vez. Daí a perseguição política por parte desta administração a membros do Conselho Municipal de Saúde ,que são voluntários e fazem mais que os próprios funcionários da prefeitura.
Agora a dupla dinâmica sabe da quantidade de mandados de segurança que o município é obrigado a cumprir? Pois na maioria das vezes a população tem que recorrer até à Defensoria Publica do estado para que o seu direito, garantido em nossa Constituição, seja cumprido.
O que acho muito interessante é que os senhores sabem dos problemas de nosso município, o que me estranha e ao mesmo tempo me deixa revoltado, ou melhor, P... é que , sabendo dos problemas, nada é feito para que eles sejam resolvidos. Prova disto foi a ausência do secretário de saúde na audiência pública (justificada, mas não entendida), realizada na Câmara Municipal para tratar da questão da saúde em nosso município. É lamentável!

Outro ponto questionável é quando o prefeito e o vice falaram que:
  • “... Graças ao bom relacionamento que temos com o governo federal e estadual, com o apoio do Presidente Lula, do Ministro Luiz Dulci, do governador Aécio Neves e de diversos deputados conseguimos trazer muitos recursos para Santos Dumont. Por isso, queremos renovar nosso compromisso de trabalhar com seriedade e honestidade para continuarmos a resolver estes problemas, concluindo os projetos que iniciamos, ampliando nossas ações e atendendo a outras necessidades do nosso povo...”
Interessante está parte da carta ao sandumonense, principalmente quando eles falam que graças ao bom relacionamento que eles possuem com o governo federal e estadual, com o suposto apoio do Presidente Lula, do Ministro Luiz Dulci, do governador Aécio Neves e de diversos deputados, conseguiram trazer muitos recursos para Santos Dumont. Realmente muitos recursos vieram para nosso município com a construção da UBS do bairro da Glória, que foi viabilizada graças ao deputado Sebastião Helvécio(PDT), mas até hoje a obra ainda não foi inaugurada e tenho informações que está parada, deixando de beneficiar à comunidade do bairro Glória que geograficamente é o segundo maior bairro de nosso município. E é bom lembrar que o mesmo deputado que viabilizou a construção desta UBS também veio ao município por duas vezes para oferecer 40 casas populares que não tinham a necessidade de serem construídas no mesmo local, 200 toneladas de asfalto, obras de construção de quadras poliesportivas e postes de iluminação e transmissão de energia para o morro dos Coutinho, no Córrego do Ouro, disto sou testemunha. Mas o nosso prefeito simplesmente não atendeu o deputado estadual Sebastião Helvécio que veio de B.H por duas vezes para trazer estes recursos ao nosso município. Sem contar que sua visita foi agendada via ofício do gabinete do vereador Afonso Ferreira, que também é do PDT. E a Rota 14 Bis? Alguém me dá noticia? Cadê o bom relacionamento, professor?

Vamos agora ao último ponto da tal carta que quero comentar, pois depois estarei falando a respeito da música que embalou a campanha petista em nosso município.
  • “... Vale a pena trocar o condutor de um trem que após ter sido recuperado já se encontra em movimento e em plena velocidade e pará-lo para que outro maquinista assuma o controle?...” “.... Você decide o destino de Santos Dumont e lhe pedimos: “Não troque o certo pelo duvidoso...”
Na verdade a frase acima, do condutor do trem que esta em alta velocidade, é uma frase surreal pois na verdade este tal trem falado nesta carta, nunca saiu da estação pois sempre esteve fora da linha de seu percurso. Falar que ele estava em alta velocidade é demagogia, pois este trem nunca andou um metro, este trem sempre esteve velho, quebrado e todo enferrujado, lamentavelmente parado na estação da incompetência administrativa que tem uma tripulação de “companheiros” que não se importam com o desenvolvimento econômico de nosso município. Afinal, podemos tirar esta conclusão nos dia de hoje, em quase 7 meses de governo, cuja administração do prefeito Nery ainda não fez nada! Nem as obras do último mandado ele conseguiu finalizar. Agora pergunto ao nosso prefeito: será que vai ser assim estes quatro anos? Ou o nobre prefeito esta esperando o ano que vem, ano de eleições para fazer alguma coisa? Afinal, foram 16.026 votos. O senhor não pediu para trabalhar? Deixa o homem trabalhar! Nós queremos ver o homem trabalhar!

Vamos agora falar a respeito da tal música de campanha do inicio desta matéria.
“Ainda não é hora de mudar, vote no 13 e deixa o homem trabalhar.” Este é o refrão da música que embalou a campanha do professor em nossa cidade. Intrigante e no mínimo mais uma mentira aplicada aos sandumonenses. Uma prática constante no Brasil e nem por isso os brasileiros se deram conta de que seu futuro esteja em grande risco. Digo isto porque a memória da maioria das pessoas é relativamente curta. Esta comprovação eu tive quando da CPI (o que apareceu de desmemoriados para depor, foi algo quase que inenarrável, só estando presente para crer) mas, e daí se a cultura do “todo mundo faz um pouquinho”, continua viva e pungente em nossa sociedade e principalmente nos meios menos favorecidos de nosso humilde e ludibriado povo? Então deixamos de concorrência com o iludido e avançamos no que realmente se faz necessário: é a ingerência ou não cumprimento das promessas de campanha. A letra da música era assim: “Ainda não é hora de mudar vote no 13 e deixe o homem trabalhar”, e o povo não mudou, para ele, povo, do que isto adiantou? Não menos objetivo era a parte seguinte: “Evandro Nery vou votar de novo”, e por mais uma vez o povo votou, já não bastava um mandato (4 anos)? Aí veio a terceira parte, a presunção personificada nos dizeres da dita música, “Não troque o certo pelo duvidoso”, onde estão os certos ou mesmo onde está a certeza? Claro que já tivemos tempo para julgar se o que foi alegado na quarta linha será concretizado: “Ele é honesto e tem capacidade”; será que tudo é verdade?

Senhoras e senhores leitores, vejam bem: estou dizendo leitores e não eleitores, pois do jeito que a coisa anda, poderão até tentar me acusar de propaganda extemporânea. Entretanto, vamos nos ater à dita música, evidenciando sua próxima alegação: “Ele é o melhor prefeito para nossa cidade”. Eu gostaria de saber se estas pessoas que fizeram tal alegação, ainda mantêm a mesma opinião? E daí para frente, vimos um monte de alegações em que a música expõe os feitos do dito prefeito, “Evandro Nery construiu escolas”, “Deu prioridade a educação”, “Fez investimentos na saúde e no lazer”, “Melhorou a vida da população”. O feito, o pouco que foi feito, não foi mais do que obrigação de campanha assumidos em 2004 e, mesmo assim, não temos como precisar os feitos devido à falta de prestação de contas na educação e na saúde. O pobre está morrendo pelo chão, agüenta cidadão!

Então faço minhas as palavras do final da música que, no meu entender, é a única parte coerente neste espaço e tempo: “O povo tem que ficar ligado, Santos Dumont não pode ficar parado” e o resto da música é como no começo, “Ainda não é hora de mudar vote no 13 e deixe o homem trabalhar”. O problema é que não há como mudar, como deixar o homem trabalhar se é difícil até mesmo encontrá-lo na prefeitura. Coisa feia, moço, com todo respeito! Faça jus ao seu mandato que o povo lhe outorgou esta tarefa e vá cumprir o prometido. Afinal, existe uma cidade ávida por atos de capacidade como dantes alegado.

E já vou adiantando, para os alcoviteiros de plantão da patota palaciana, as informações veiculadas neste artigo são fatos públicos e não factóides fabricados por este que lhes escreve.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Picadeiro Brasil!

“Hoje tem marmelada? Tem sim senhor!”


Esta pergunta e resposta são antigas do nosso conhecimento. Não só nos lembra a nossa distante infância como nos mantém ligados no cotidiano, sendo prática constante dos nossos circos, ainda em atividade. Porém, o que infelizmente nós esquecemos, é que, politicamente, o brasileiro tem memória curta. E a pergunta antiga também é prática constante dos nossos políticos que, com toda a cara de pau do mundo, insistem em transformar o nosso país em um grande picadeiro e, de maneira degradante, somos postos como palhaços.

Querendo ou não, como é o meu caso e de vários outros, estou envolvido nesse único e grandioso “espetáculo”, promovido pelos nossos governantes. Aí eu digo: com certeza, não contribuí com meu digno e valoroso voto para colocar no poder desta nação e da minha cidade, esta turma. Como bem disse em campanha um político famoso: “A patota esta reunida”. É, meus senhores e “companheiros” de picadeiro, está difícil.

Aristóteles (filósofo) pregava o “livre arbítrio” (culpabilidade hoje), o povo escolheu mal e a “Patota” venceu as eleições. Estão lá, certamente com os votos do povo, aqueles mesmos que caíram na conversa do “Meu povo, brasileiros dos pés descalços, sem dentes e descamisados”, assim e por duas vezes. Poderia eu, como brasileiro, telespectador de vários jornais e leitor de algumas revistas, lutar por um país melhor, mas vejo a cada dia o mesmo show. Revezando só os corruptos (3 por 4), alguns até já foram cassados, retornaram e estão fazendo parte do centro de comando do (grã circo Brasil). Pode conferir, é grande mesmo, tem dimensões continentais e a grandeza do mau aproveitamento e da má gestão de recursos são na mesma proporção, se não até maior.

A culpa também é dos nossos antepassados, que deixaram a coisa descambar de tal forma que, se o cidadão não tiver um pouco de fé, tá ferrado. Mas, vamos deixar a fé de lado, pois os líderes, teoricamente brasileiros que fazem isto, de santo não tem nada. Deixe estar, assim caminhamos e convivemos com escândalos, falcatruas e maracutaias. Já na época do império, no escândalo dos pangarés, tinha até príncipe evolvido no negócio e quem pagava pelos eqüinos? Era o povão.

E hoje não é diferente, pois no passado recente, tivemos o mensalão, dinheiro na cueca, dinheiro na mala, empréstimos fantasmas, uma tal de “Galtama” que construía pontes de mentira, a máfia das ambulâncias, dos sanguessugas e outras máfias pelo Brasil a fora. Certamente não podemos nos esquecer dos bons e versáteis que estão sempre à mão (aparentemente de pessoas erradas), os cartões corporativos, estes sim, sem limite de crédito, pagam de um tudo. De carros alugados passando por “free shoping”, material esportivo e de construção, acredite se quiser, tapioca também entrou na nossa (conta). É sim, quem paga somos nós. Você não sabia?

Vou parar de comentar fatos assim, uma vez que sempre é hora de espetáculo. Eu e você não podemos parar, pois o show tem que continuar.

Alegria, alegria, faça como eu, sorria! (mesmo que seja um sorriso amarelo de revolta)

Hoje tem marmelada? Tem sim senhor. E o palhaço, quem é?...

sábado, 22 de agosto de 2009

PAC em Santos Dumont

Meu caro leitor: venho, com este, trazer à luz do conhecimento, a mais nova façanha do rico poder de transformação que nossos amigos companheiros e defensores da bandeira do trabalho têm promovido em nossa cidade.
Ao ouvir um programa, sábado, 15 de agosto de 2009, em uma rádio local, fiquei intrigado com o que foi vislumbrado pelos participantes do mesmo. Por volta das ll:45 h, foi passado um dado de referência quanto ao número de secretarias necessárias e recomendadas para uma cidade do porte de Santos Dumont: seriam cinco secretarias, salvo algum engano.
Obviamente, não vou ficar especulando quais secretarias seriam estas, entretanto outro dado ficou no ar, como uma dúvida em relação ao chamado "companheirismo" .Não precisei matutar muito para achar a uma solução para tal dúvida: foi levantada a questão de que o número excessivo de secretarias não é o problema específico, mesmo porque o exemplo vêm de cima: o Governo Federal também aumentou o número de ministérios e também não é o supra sumo da eficiência. Deixa a desejar e muito. Em questão, as tetas para serem sugadas ao ponto de matar a vaca, seria como fazer um Molho Pardo da galinha dos ovos de ouro. Aí meus amigos ou companheiros, me veio a luz da idéia:
Porque não criar em Santos Dumont um novo PAC? O operador de som da rádio, de imediato, fez sua observação: "espera aí esta vaca é aleijada, vaca com cinco tetas"; o outro apresentador do programa disse em seguida: "tem que arranjar uma teta para cada companheiro". Digo-lhes então: um PAC inovador! Provavelmente, se o senhor fizer uma avaliação simples no projeto que passarei a apresentar, poderão ver que este novo PAC tem futuro.
PAC (Programa Amiga Cabra): não se assuste. O nome é este mesmo, não tem erro. O novo PAC é simples e funcional.
Uma cabra comum pode custar em torno de R$ 100,00 e uma vaca custa por volta de R$ 700,00. Estes preços não são tabelados, mas, no entanto, lhe garanto que uma cabra neste preço é uma cabra boa e, por sua vez, a vaca é ruim. É pura matemática. Teremos com as cabras quatorze tetas e com a vaca seriam somente quatro. Seria um crescimento de 250%.
Você, certamente, já ouviu falar no espetáculo do crescimento, apregoado em nossos ouvidos, em rede nacional de comunicação e os benefícios não param por aí.
Imaginem quantos companheiros se beneficiariam. De imediato, seriam 21 companheiros na boa. São quatorze tetas e sete companheiros para tomarem conta das bichinhas. É ou não é um espetáculo? Nada de alarde, pois a coisa ainda é bem melhor. Nossa prefeitura alega que não tem mão de obra suficiente para fazer a capina que se faz necessária em toda a nossa cidade, sem exceções. A capina química é ecologicamente incorreta e a capina manual gera muita fumaça quando da queima de seus dejetos.Moço, é um achado em pleno século vinte e um. O famoso e antiquíssimo cabide de emprego ecologicamente correto e que ainda produz adubo orgânico granulado sequinho, sequinho. Vejam só, que benção! Vamos deixar religião de fora e pensarmos no sucesso do projeto e sua necessária ampliação e raciocinar. Na truculência da administração municipal, no caso da empresa COLETEC, a reciclagem de lixo é mais pesada e, creio eu, que somente as cabras não dariam conta. Porém, quem sabe, poderemos contar com o PAB (Programa Amigo Bode). Seria a glória! Dizem por aí que bode come de tudo e seria mais um companheiro em cada corda de controle. Para consumir todo o lixo da cidade teríamos de ter muitos bodes e seria uma comilança só. Para promover o real espetáculo do crescimento, teríamos de convencer um outro tanto de companheiros para encarar a TETA do caprino.
Não se assuste! Como é peculiar da companheirada, já implementaríamos com um programa de privilégios (Eu quero a minha teta). Eh ... programaço. Gente, é muita coisa ao mesmo tempo: comunidade unida; comilança; baixo custo para criar vinte e uma beira, por setecentos reais, ecologicamente correto; adubo granulado e outras coisas mais que eu deixo por sua conta viajar nas possibilidades e versatilidade dos moços.
Nossa cidade está em busca de novas idéias. Quem sabe você tem uma e ainda lhe conclamo: vá ligeiro, companheiro! Dê o seu grito de liberdade e necessidade: Eu quero a minha teta!


Léo Chaves leochavesbrazil@bol.com.br