terça-feira, 25 de agosto de 2009

Picadeiro Brasil!

“Hoje tem marmelada? Tem sim senhor!”


Esta pergunta e resposta são antigas do nosso conhecimento. Não só nos lembra a nossa distante infância como nos mantém ligados no cotidiano, sendo prática constante dos nossos circos, ainda em atividade. Porém, o que infelizmente nós esquecemos, é que, politicamente, o brasileiro tem memória curta. E a pergunta antiga também é prática constante dos nossos políticos que, com toda a cara de pau do mundo, insistem em transformar o nosso país em um grande picadeiro e, de maneira degradante, somos postos como palhaços.

Querendo ou não, como é o meu caso e de vários outros, estou envolvido nesse único e grandioso “espetáculo”, promovido pelos nossos governantes. Aí eu digo: com certeza, não contribuí com meu digno e valoroso voto para colocar no poder desta nação e da minha cidade, esta turma. Como bem disse em campanha um político famoso: “A patota esta reunida”. É, meus senhores e “companheiros” de picadeiro, está difícil.

Aristóteles (filósofo) pregava o “livre arbítrio” (culpabilidade hoje), o povo escolheu mal e a “Patota” venceu as eleições. Estão lá, certamente com os votos do povo, aqueles mesmos que caíram na conversa do “Meu povo, brasileiros dos pés descalços, sem dentes e descamisados”, assim e por duas vezes. Poderia eu, como brasileiro, telespectador de vários jornais e leitor de algumas revistas, lutar por um país melhor, mas vejo a cada dia o mesmo show. Revezando só os corruptos (3 por 4), alguns até já foram cassados, retornaram e estão fazendo parte do centro de comando do (grã circo Brasil). Pode conferir, é grande mesmo, tem dimensões continentais e a grandeza do mau aproveitamento e da má gestão de recursos são na mesma proporção, se não até maior.

A culpa também é dos nossos antepassados, que deixaram a coisa descambar de tal forma que, se o cidadão não tiver um pouco de fé, tá ferrado. Mas, vamos deixar a fé de lado, pois os líderes, teoricamente brasileiros que fazem isto, de santo não tem nada. Deixe estar, assim caminhamos e convivemos com escândalos, falcatruas e maracutaias. Já na época do império, no escândalo dos pangarés, tinha até príncipe evolvido no negócio e quem pagava pelos eqüinos? Era o povão.

E hoje não é diferente, pois no passado recente, tivemos o mensalão, dinheiro na cueca, dinheiro na mala, empréstimos fantasmas, uma tal de “Galtama” que construía pontes de mentira, a máfia das ambulâncias, dos sanguessugas e outras máfias pelo Brasil a fora. Certamente não podemos nos esquecer dos bons e versáteis que estão sempre à mão (aparentemente de pessoas erradas), os cartões corporativos, estes sim, sem limite de crédito, pagam de um tudo. De carros alugados passando por “free shoping”, material esportivo e de construção, acredite se quiser, tapioca também entrou na nossa (conta). É sim, quem paga somos nós. Você não sabia?

Vou parar de comentar fatos assim, uma vez que sempre é hora de espetáculo. Eu e você não podemos parar, pois o show tem que continuar.

Alegria, alegria, faça como eu, sorria! (mesmo que seja um sorriso amarelo de revolta)

Hoje tem marmelada? Tem sim senhor. E o palhaço, quem é?...

Um comentário:

Felipe disse...

Bela Materia Leo Parabens Adorei