terça-feira, 11 de maio de 2010

Cristovam Buarque e Patrícia Saboya criticam candidatura de Dilma Rousseff e eleição plebiscitária em 2010

Senadores PDT defendem candidatura de Marina - PV

O senador Cristovam Buarque (PDT/DF) lamentou a polarização de PT e PSDB na disputa presidencial deste ano, culpando por esta situação, não apenas as próprias agremiações, como também os institutos de pesquisa e a mídia... O pedetista afirmou que, apesar de votar em Dilma Rousseff (PT), pois obedece às determinações de sua agremiação, acha que a senadora Marina Silva (PT/AC) é a candidata que representa mudança, um projeto alternativo para o País. Mesma opinião comunga a senadora Patrícia Saboya (PDT/CE), dizendo que a postulação de Dilma não a empolga. Para o pedetista a polarização de PT e PSDB, além de deixar o eleitor sem opção, também "mata" a concepção de dois turnos em um pleito. Segundo Cristovam, a ideia é de que, no primeiro, o eleitor vote no candidato com o qual ele se identifica e prefere. Caso a disputa necessite de um segundo turno, o cidadão escolhe aquele em que não repudia. "No primeiro você vota no mais próximo, no segundo no menos distante, então você permite o voto ideológico", disse o pedetista...
Cristovam defendeu a proibição das coligações tanto em âmbito majoritário como proporcional, dizendo que, se o partido não lançasse postulante, este não poderia se aliar a outro. "Podia ter uma lei dizendo que todo o partido deve ter candidato a governador, prefeito e presidente no primeiro turno, ou não ter coligação ou não apoie ninguém, mas tem que ter candidato", ressaltou. O pedetista aproveitou o mote para criticar a manobra que o PT fez para garantir a polarização de Dilma Rousseff com José Serra. "Engraçado que, no passado, era o PT que incentivava as candidaturas, em toda a disputa eleitoral o PT tinha candidato e foi assim que ele cresceu. Depois conseguiu cooptar, atrair, renegar tudo isso e se beneficiar com o fato dos demais partidos apoiarem seus candidatos", ressaltou... Indagado sobre qual dos candidatos (Dilma, Serra e Marina) poderá fazer melhor pela educação, o pedetista respondeu que era sua colega de Senado Federal. "É a Marina, porque ela traz um discurso novo, propõe coisas novas, então ela é uma professora como candidata. Depois, se eleito, não estou vendo nenhum candidato propondo coisas novas e concretas para a educação. Eu fiquei muito feliz a Marina dizer que vai fazer uma revolução na educação, faltou dizer o quê, né", observou.
Já a senadora Patrícia Saboya disse que a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) não representa o que o País precisa para avançar, apesar de todos os valores e competências da petista como gestora, não detém a experiência necessária para governar o Brasil. "Não basta apenas ser uma boa tocadora de obras, para ser presidente do Brasil é preciso ter habilidade, saber como funciona o Congresso, fazer alianças para dar continuidade ao bom momento brasileiro e não alianças espúrias. Então, eu, hoje, não me animo com essa candidatura (de Dilma), como também não me animo com a candidatura do Serra", ressaltou. Assim como Cristovam, Patrícia Saboya disse que a candidatura de Marina a atrai pelo exemplo de dignidade que representa no Congresso Nacional e na política brasileira, mesmo não tendo experiência executiva, mas que tem respaldo em uma das áreas mais importantes para o futuro do planeta que é o meio ambiente e ecologia. "Eu me apaixono muito pelo entusiasmo da Marina pro País".
Fonte: Diário do Nordeste

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