quinta-feira, 13 de maio de 2010

O SENADOR OSMAR DIAS (PDT) REVELA TENDÊNCIA A JOSÉ SERRA (PSDB)

O senador Osmar Dias - que é líder do PDT no Senado - apontou os problemas que mais dificultam a formação de palanque para Dilma Rousseff (PT) e viabilização de sua própria candidatura ao Governo do Paraná, neste momento: “Quando disputaram a eleição contra mim (em 2006), PT e PMDB se uniram. Agora que seria para me apoiar estão separados”. Ocorre que sem o apoio de pelo menos um desses partidos da base de sustentação do governo Lula a situação fica complicada para o senador, é verdade, mas isto pode ser revertido mais adiante no período das convenções partidárias: “Eu só penso em uma opção [ser candidato a governador] porque se pensar em outra desmobilizo todos os meus companheiros”. Quando à eleição presidencial, Osmar não se mostra precipitado quanto à posição do PDT paranaense, mesmo evidenciando qual seria sua opção pessoal: “Tenho que esperar um pouco mais para responder essa pergunta. Por enquanto, só posso dizer que conheço muito o Serra e pouco a Dilma”. As eleições presidenciais e a sucessão no Paraná voltam à pauta nesta quarta-feira em Brasília, onde se encontram lideranças pedetistas como os prefeitos Paulo Mac Donald (Foz do Iguaçu) e José Baka Filho (Paranaguá), com o senador Osmar Dias e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Pelo que se vê as sucessões, tanto a federal quanto a estadual - andam como as nuvens, mudando conforme os ventos.
A turma do senador Osmar Dias que domina o Partido Democrático Trabalhista no Paraná, já deixou claro através da Rede PDT: se o PT não aderir à candidatura de Osmar pra governador (levando-o a disputar reeleição para o Senado) nem pensem que o partido em nosso Estado vai apoiar a campanha de Dilma porque isto já está descartado. O muito que pode acontecer é deixar os militantes do PDT livres para decidir, mas apoiar explicitamente, nem pensar.
Pode ser concluído nesta semana um capítulo crucial da campanha presidencial: a montagem do palanque do Paraná, que tem 7,5 milhões de votos e é o sexto maior colégio eleitoral do país. Há no estado dois candidatos competitivos: Beto Richa, do PSDB, e Osmar Dias, do PDT. Caberia ao último dar sustentação à campanha da petista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Em troca, Dias exigiu apoio total do PT (com Gleisi Hoffmann, mulher do ministro Paulo Bernardo, na vice e não como candidata ao Senado) e que os partidos da base Lulista participassem da sua chapa, inclusive o PMDB.
O PT resistiu e o PMDB lançou um candidato à sucessão local (o atual governador Orlando Pessuti, que sucedeu Roberto Requião no governo). O pedetista quer desistir do governo, apoiar Serra e concorrer a senador na chapa de Richa. O caso abrirá um rombo na aliança do PDT com o PT, que já naufragou no Maranhão e está ameaçada no Ceará.
FONTE: Rede PDT - O Trabalhismo na Internet 

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