quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Julian Assange criador e mentor do site WikiLeaks

Quem diria que o atual inimigo público número um dos Estados Unidos seria preso por fazer sexo sem camisinha. Pois é, esse foi o argumento do governo da Suécia para pedir a prisão do australiano Julian Assange, criador e mentor do site WikiLeaks, especializado em divulgar documentos sigilosos. Ele é acusado de cometer crimes sexuais (estupro e abuso sexual) no país, onde esteve em agosto para realizar palestras.O homem por traz do WikiLeaks é procurado por coerção ilegal, molestamento sexual e molestamento deliberado. Segundo o governo sueco, com uma das vítimas, ele teria feito sexo sem camisinha enquanto a mulher queria o uso de preservativos (o que configura a segunda acusação) e abusado dela de modo a violar sua integridade física (o que configura a terceira). Ainda há uma quarta acusação de que ele teria transado com uma segunda mulher sem preservativos, enquanto ela dormia.
Assange nega todas as acusações e diz que o sexo ocorreu com consentimento, mas sem o uso de preservativo, o que é considerado um crime no país escandinavo. O caso chegou a ser arquivado, mas depois foi reaberto. Acompanhado dos advogados, Mark Stephens e Jennifer Robinson, e sem alarde, Assange se entregou ontem à Polícia Metropolitana de Londres. Ele vai permanecer sob custódia até dia 14 de dezembro, pois a Justiça britânica negou o pedido de soltura apresentado pela defesa. Um doador anônimo teria até oferecido 60 mil libras para pagar a fiança. O australiano, que é jornalista, programador de sistemas e já foi hacker, afirma que sua prisão é política, e foi motivada pela divulgação de documentos pelo WikiLeaks. Por isso, ele é procurado pela Interpol, que o considera responsável pelo constrangimento causado aos Estados Unidos, pelos milhares de documentos sigilosos que foram publicados na internet. São cartas, arquivos, vídeos e fotos que revelam bastidores e segredos da política externa, informações sobre as guerras do Iraque e Afeganistão e gafes da diplomacia. O estrago que o site fez à reputação americana nos últimos meses é considerável. O primeiro grande desgaste ocorreu em outubro, quando o site divulgou mais de 400 mil documentos sobre a Guerra do Iraque, muitos do próprio punho de militares americanos no campo de batralho. Dentre as atrocidades relatadas, havia alegações de que o governo americano escondera a morte de dezenas de milhares de civis, além de casos de extermínio e tortura.
Em abril, o WikiLeaks divulgou um vídeo onde soldados americanos, em um helicoptéro, abrem fogo contra civis (inclusive crianças) iraquianos.
No mais novo vazamento, no mês passado, o site revelou o que pensa o Departamento de Estado dos EUA. Foram divulgados mais de 250 mil documentos (telegramas) da diplomacia americana. Os casos provocaram embaraço aos americanos - havia até textos em que se suspeitava da sanidade mental de alguns dirigentes mundiais. Informações estratégicas dos EUA (como os locais que o país considera essenciais para sua segurança - alguns deles, como minas e cabos submarinos, estão no Brasil) também foram divulgados.
Fonte: pedro.levindo@redebahia.com.br

Um comentário:

Waldir Moreira Jr. disse...

Éééé, de acordo com os implicados e dedurados (principalmente os EUA), o ilustre jornalista australiano 'fodeu o país sem usar preservativos', hehehe. Daqui a pouco, a "Maria da Penha" será acionada também, contra Julian Assange.